Mostrando postagens com marcador SÉRIES. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SÉRIES. Mostrar todas as postagens

Rocam fardados em duas rodas

Mesmo com o grande sensacionalismo da mídia, a Rocam (Rondas Ostensiva com apoio de motocicletas) se mantém pronta e preparada, ao contrário do que os sensacionalistas da mídia falam, a Rocam não é relativamente á violência, e sim um grupo treinado para dar uma resposta ágil a população, o trabalho desse grupo é necessariamente diferente de qualquer outro que se tem dentro da Policia.

Como a Rocam Trabalha?
 Os Policiais que trabalham na Rocam utilizam-se de motos, o modelo mais comum é a Xt660 veículo agressivo rápido e que enfrenta qualquer tipo terreno, porém a Rocam se utiliza de outros modelos de motos com a mesma capacidade sendo uma delas á Transalp 700. Com treinamento constante os policiais pertinente a essa guarnição nunca andam sozinhos provendo dos seus acessórios ou itens se segurança comuns como armamento colete e o capacete, esses homens geralmente andam acompanhado de 2 ou mais parceiros provendo de uma brilhante habilidade mediante ao caótico transito da cidade de São Paulo.

Qual a função da Rocam?
 A função da Rocam é auxiliar outras equipes como Rota e o Tático na perseguição e na abordagem de suspeitos ou até mesmo de fugitivos indo aonde as viaturas não conseguem chegar como em becos, escadas  e até mesmo passarelas e fugindo do conturbado e estressante congestionamento da capital paulista.

Veja como é o treinamento da Rocam.


SÉRIE COMANDOS ESPECIAIS #02 - CANIL DA PMESP

     Canil da Polícia Militar do Estado de SP - 3ª Cia do 4º Batalhão de Polícia de Choque

Os primeiros relatos de emprego de cães no policiamento urbano em São Paulo datam de 1912 pela antiga Guarda Cívica. No entanto foi quatro décadas depois em 1950 que o Capitão Djanir Caldas trouxe da Argentina técnicas da Cinotecnia - e inicialmente com quatro cães da raça Pastor Alemão (dois deles vindos da Argentina), o Canil da Força Pública iniciava suas atividades em 15 de setembro de 1950.
Em 1957, o ainda embrionário canil teve sua existência ameaçada quando o então Governador Jânio da Silva Quadros disparou um de seus famosos bilhetinhos: "Faça os cães trabalharem ou extinguirei a matilha". Foi neste contexto que no mesmo ano de 1957 uma criança de quatro anos foi sequestrada, fato que obteve enorme repercussão na imprensa. Após longas buscas pela região onde o crime ocorreu, o cão Dick do Canil da FPSP conduzido pelo Soldado Muniz encontrou Eduardinho, como era chamado por seus pais, com vida em um buraco na Serra da Cantareira. Após o resgate da criança e a captura dos sequestradores, o Canil da Força Pública passou a ser elogiado pela sociedade e recebeu investimentos em sua infra estrutura - culminando no que é hoje o Canil Central da Polícia Militar.Atualmente a 3a Cia/Canil conta com um efetivo de 156 Policiais Militares, 84 cães e 7 filhotes. Sediado na Serra da Cantareira, no bairro do Tremembé, na zona norte da Capital - o espaço é ideal para os cães: São 42.683 m² de ampla área verde, o que permite aos cães se sentirem livres em um ambiente similar a um sítio, em plena metrópole paulistana.

As principais missões realizadas pelo canil são:
- Operações contra o crime organizado, atuando isoladamente ou em apoio a outras unidades de Choque;
- Controle de distúrbios civis;
- Detecção de explosivos e entorpecentes;
- Policiamento com cães em eventos esportivos;
- Busca e localização de marginais foragidos em mata;
- Busca e resgate de pessoas perdidas em mata;
- Revistas em estabelecimentos prisionais;
- Segurança de autoridades.

O policial ao ser classificado na 3a Cia/Canil realiza um curso de Cinotecnia com aulas teóricas e técnicas em veterinária, cinotecnia e adestramento. Já para trabalhar com cães farejadores o policial realiza um estágio denominado EEP habilitando-o a realizar este tipo de serviço. Nas imagens abaixo vemos algumas exibições recreativas organizadas pelo Canil, como a transposição de obstáculos e a obediência aos comandos do condutor.

Série COMANDOS ESPECIAIS 1° COE

O COE Comandos e Operações Especiais é uma subunidade (Companhia) do 4º Batalhão de Polícia de Choque da Polícia Militar do Estado de São Paulo, sendo considerada a última linha de ataque em operações especiais da milícia paulista.




A guerrilha iniciada no Brasil na década de 1960, trazida por guerrilheiros de ideologias de esquerda, deflagrou uma onda de seqüestros de embaixadores e diplomatas, cuja a libertação custava a soltura de seus companheiros aprisionados, constantes assaltos a bancos, ataques a sentinelas visando o roubo de armas e incêndios em viaturas.
A partir de 1965 ocorreram no Brasil vários focos de guerrilha, começando pelo Rio Grande do Sul, um foco comandado pelo ex-coronel do Exército Brasileiro, de nome Jefferson Cardim, que na condições de exilado, juntou no exílio outros militares descontentes e com vocação leninista, marxista, dando início a suas ações pelo sul do Brasil, sendo desbaratada pelas forças legais do norte do estado de Santa Catarina.
Na sequência, foi desbaratada outro foco de guerrilha pelas forças legais no Estado de Minas Gerais em 1967, que ficou conhecida como Guerrilha do Caparaó, que após inúmeras falhas dos guerrilheiros, foi considerada “Nati-Morta”. Nesta época, dava-se início também, outro foco guerrilheiro pelo norte do Brasil, na selva amazônica, no estado do Pará, sendo considerada a mais longa e melhor organizada, com apoio de ex-militares, estudantes universitários, políticos e pessoas da região, a qual encerrou-se oficialmente em 1976, quando um grupo de líderes e ex-guerrilheiros faziam o balanço da guerrilha no bairro da Lapa em São Paulo.
Em 1970, no estado de São Paulo, Vale do Ribeira, vinham sendo registradas atividades típicas de insurgência, ações típicas de guerrilha, tendo como chefe o ex-Cap EB Carlos Lamarca e sendo que para lá, foram deslocados contingentes militares reforçados que incluíam, obviamente, homens pertencentes à milícia estadual. Em um dos combates havidos, O Aspirante a Oficial PM Alberto Mendes Junior foi tomado como prisioneiro pelos rebeldes, sendo, depois friamente assassinado.
Podemos considerar este fato - a morte do PM Alberto Mendes Junior - como a célula-máter da criação do COE, em 13 de março de 1970. O fato, dentre outras implicações, evidenciou a necessidade de se constituir uma unidade especializada, no âmbito da Polícia Militar, para desenvolver operações de contra-guerrilha. Foram convocados nesta época, todos os policiais militares que possuíam o Curso Básico de Paraquedista Militar do Exército Brasileiro, ou ex-integrantes das fileiras da até então Brigada Aero-terrestre do Exército Brasileiro, sendo reunidos um número de aproximadamente 300 (trezentos) homens no auditório do QG da Polícia Militar, dos quais após explanação do objetivo, apresentaram-se 103 (cento e três) voluntários, cujo a finalidade foi formar um Pelotão de Operações Especiais (POE).
A iniciativa de formar o POE foi do então Cel PM Altino, Chefe do Estado-Maior da Polícia Militar e do então Cap PM Raimundo Mota Libório, auxiliados pelos 2º Ten PM Getúlio Gracelli e Antonio Augusto de Oliveira.

Após inúmeros testes psicotécnicos e de aptidão física, foram aprovados 33 (trinta e três) voluntários, surgindo, então, o POE, tendo como primeiro comandante o 2º Ten PM Gracelli, cujo quartel era o DPM, no QG. No dia 1º de junho de 1970, o POE, mudou-se para a Rua Sargento Advíncola, 197.
No dia 11 de janeiro de 1971, todo o efetivo foi transferido na condição de adido para o 1º BPChq (Tobias de Aguiar), onde permaneceu, como Pelotão até o dia 19 de março de 1971, pertencendo a 2ª Cia-ROTA, passando a denominar-se COE (Companhia de Operações Especiais, sob o Comando do então Cap PM Albino Carlos Pazzeli). Permanecendo no 1º BPChq até 12 de janeiro de 1976, seu efetivo foi transferido para o 3º BPChq-DPM, passando a integrar a 3ª Cia, denominada CANIL-COE, nas condições de Pelotão, utilizando as instalações do CANIL, retornando em janeiro de 1977, às instalações do antigo prédio onde hoje é a Base COE, por determinação do então Ten Cel PM Cid Benedito Marques, Cmt do 3º BPChq.
A "Companhia de Operações Especiais" passou a denominar-se “ Comandos e Operações Especiais”, em virtude da análise do emprego do COE na Operação de Anti-sequestro do Avião Electra II, da Varig, em 1972, no aeroporto de Congonhas/SP. Esta ação foi considerada uma Ação de Comandos pela 2ª Região Militar do Exército Brasileiro, que concedeu a esta Companhia título de "COMANDOS". Ainda hoje, é a ÚNICA Tropa Policial Brasileira reconhecida como COMANDOS.[carece de fontes?]
Em meados de 1987, o COE separou-se do CANIL, formando a 2ª Cia-COE, do 3º BPChq, tendo como Cmt o Cap PM Oswaldo Santana. Em 1989, o COE, passou à 1ª Cia, do GPOE (Grupamento de Polícia de Operações Especiais) até meados de 1993, sob o Cmdo do então Cap PM QOPM Gerson Gonçalves Branchini, quando ocorre o fim do GPOE e reincorporação ao 3º BPChq na condição de 4ª companhia sob o comando do capitão PM Arivaldo Sergio Salgado.
A partir de 12 de dezembro de 2008, conforme Boletim Geral PMESP nº 236, foi criado o 4°BPCq Operações Especiais, com sede na cidade de São Paulo. Suas subunidades subordinadas são: 1ª Cia - COE, 2ª Cia - GATE e 3ª Cia - Canil Central. A 1ª Cia - COE tem um efetivo de aproximadamente 111 militares e é composta por 4 pelotões operacionais com regime de trabalho de prontidão e 1 pelotão de apoio que se divide em Sargenteação, Manutenção, Almoxarifado e Gabinete de Treinamento.
A 1ª Cia COE, funciona como tropa reserva do Cmt Geral PMESP e tem por missões:


  • Operações Especiais Policiais Militares
  • Busca e captura de marginais homiziados em locais de difícil acesso
  • Busca e resgate de pessoas perdidas em locais inóspitos
  • Repressão a rebeliões graves em estabelecimentos prisionais
  • Ações onde haja reféns, seqüestros, raptos em áreas rurais
  • Apoio a outras Unidades da Corporação ou Forças Armadas
  • Busca e Resgate de pessoas em aeronaves acidentadas em locais de difícil acesso (como por exemplo, o acidente que vitimou o conjunto musical Mamonas Assassinas)
  • Escolta e segurança em Operações de Transporte de Valores (OTV)
  • Patrulhamento e repressão a grupos do crime organizado, em locais de alto risco
  • Apoio ao Corpo de Bombeiros no Resgate e Salvamento em catástrofe em grandes acidentes, tais como, como incêndio dos Edifícios Andraus e Joelma, Grande Avenida, CESP, queda de aeronaves nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos entre outros.
Atualmente, o COE está dimensionado e preparado para a execução de tarefas especiais de caráter policial, predominantemente em áreas rurais. Entretanto, o nascimento da unidade se deu em circunstâncias bem diferentes.


Formação

O COE é composto por Policiais Militares voluntários e selecionados na Corporação que, após concluir o Curso de Comandos e Operações Especiais, ministrado pela própria unidade, passam a integrar os Pelotões de Operações Especiais. O curso abrange as disciplinas de doutrinas de comandos e operações especiais, orientações e navegações, tiro tático, mergulho livre, contra terrorismo, sobrevivência em mata, higiene, profilaxia e pronto socorrismo, técnicas não letais de intervenção policial, técnicas policiais em altura; explosivos; natação utilitária, técnicas de contra guerrilha urbana e rural; equipamentos e materiais de comandos e operações especiais e técnicas e táticas de comandos e operações especiais. Durante o curso os alunos são submetidos a situações de superação, próximas da realidade onde a tropa deverá operar, testando a sua rusticidade diante de obstáculos como o tempo, sono, fome, desgaste físico e mental, ferimentos, etc.


A Missão

Também é capaz de orientar e proteger a vida humana, a natureza, preservando a ecologia nas áreas de selva ou floresta, sempre superando as deficiências com denodo, criatividade, desprendimento, humildade e esforço no bem cumprir da sua missão, seguindo a premissa: "Com o Sacrifício da Própria Vida"; se assim, necessário for.