Ao levar filha para escola, Homem é executado

Carlos Anderson Madeiros da Silva, 22 pai de um filha, levava a criança para a escola no município de Horizonte/CE a mais ou menos 40 quilômetros de fortaleza.

Carlos Anderson desceu de sua moto com sua esposa e filha na entrada do Centro Educacional de Joaquím Otávio, quando repentinamente foi atingindo por 8 disparos, os tiros acertaram regiões delicadas do corpo tais elas como Cabeça, Peito, Costas segundo a  Policia e a própria esposa de Carlos um meliante segurou-a para que o outro fugisse em um automóvel Clio Preto.

O delegado Ricardo Romagnoli, constatou que Carlos Anderson não tinha uma fixa tão limpa assim, o mesmo respondia na Justiça processos por, porte de arma ilegal, tráfico de drogas e três roubos, na casa dela foram encontradas 20 gramas de cocaína e um revolver municiado calibre 38.

PRF apreende maconha em carro roubado

Na madrugada desta quarta-feira (15) a policia Rodoviária Federal apreendeu 190 Kg de maconha no posto policia de Laranjeiras do Sul/PR  o entorpecente estava sendo carregado em um veículo com placas da São Paulo.

Na altura da BR 277, As quase 3 horas da manhã o veículo recebeu a ordem de parada e exitou aprendendo fuga da guarnição, causando assim uma perseguição em plena BR ao se despistar dos policiais que ali o perseguiam o meliante que carrega 190 kg de maconha, abandonou o veículo VW/GOL. O veiculo  e os 190 kg de maconha foram encaminhados ao 2° SDP em laranjeiras do Sul.

Assaltos na zona oeste deixam um morto e um ferido; bandidos fugiram

Na noite da ultima terça-feira (14), Duas Pessoas foram baleadas e uma veio a óbito após dois assaltos em sequência na Zona Oeste da Capital Paulista, segundo informações da Policia um cidadão que trabalha em uma padaria se deslocava  ao ponto de ônibus, quando em pinheiros o mesmo foi abordado por um carro, os criminosos levaram a mochila do rapaz e dispararam contra o atendente de padaria.
Segundo outras informações a vitima não chegou a reagir mesmo assim os marginais atiraram contra o mesmo, a Policia Civil estará solicitando as filmagens das câmeras de seguranças das residências e prédios vizinhos para tentar capturar os dois fugitivos.
Já em Perdizes também em SP, o segundo assalto deixou um jovem de 26 anos ferido, o jovem estava a caminho da sua casa no bairro da saúde, a Policia informou que o cidadão ao ser abordados pelo meliantes entregou seus pertences só que de maneira despretensiosa e covarde os marginais dispararam contra a vitima que foi atingida no pescoço e levada para o Hospital das Clinicas onde passou por cirurgias seu estado ainda não foi informado. a Policia Civil Segue investigando os dois casos.

SÉRIE COMANDOS ESPECIAIS #02 - CANIL DA PMESP

     Canil da Polícia Militar do Estado de SP - 3ª Cia do 4º Batalhão de Polícia de Choque

Os primeiros relatos de emprego de cães no policiamento urbano em São Paulo datam de 1912 pela antiga Guarda Cívica. No entanto foi quatro décadas depois em 1950 que o Capitão Djanir Caldas trouxe da Argentina técnicas da Cinotecnia - e inicialmente com quatro cães da raça Pastor Alemão (dois deles vindos da Argentina), o Canil da Força Pública iniciava suas atividades em 15 de setembro de 1950.
Em 1957, o ainda embrionário canil teve sua existência ameaçada quando o então Governador Jânio da Silva Quadros disparou um de seus famosos bilhetinhos: "Faça os cães trabalharem ou extinguirei a matilha". Foi neste contexto que no mesmo ano de 1957 uma criança de quatro anos foi sequestrada, fato que obteve enorme repercussão na imprensa. Após longas buscas pela região onde o crime ocorreu, o cão Dick do Canil da FPSP conduzido pelo Soldado Muniz encontrou Eduardinho, como era chamado por seus pais, com vida em um buraco na Serra da Cantareira. Após o resgate da criança e a captura dos sequestradores, o Canil da Força Pública passou a ser elogiado pela sociedade e recebeu investimentos em sua infra estrutura - culminando no que é hoje o Canil Central da Polícia Militar.Atualmente a 3a Cia/Canil conta com um efetivo de 156 Policiais Militares, 84 cães e 7 filhotes. Sediado na Serra da Cantareira, no bairro do Tremembé, na zona norte da Capital - o espaço é ideal para os cães: São 42.683 m² de ampla área verde, o que permite aos cães se sentirem livres em um ambiente similar a um sítio, em plena metrópole paulistana.

As principais missões realizadas pelo canil são:
- Operações contra o crime organizado, atuando isoladamente ou em apoio a outras unidades de Choque;
- Controle de distúrbios civis;
- Detecção de explosivos e entorpecentes;
- Policiamento com cães em eventos esportivos;
- Busca e localização de marginais foragidos em mata;
- Busca e resgate de pessoas perdidas em mata;
- Revistas em estabelecimentos prisionais;
- Segurança de autoridades.

O policial ao ser classificado na 3a Cia/Canil realiza um curso de Cinotecnia com aulas teóricas e técnicas em veterinária, cinotecnia e adestramento. Já para trabalhar com cães farejadores o policial realiza um estágio denominado EEP habilitando-o a realizar este tipo de serviço. Nas imagens abaixo vemos algumas exibições recreativas organizadas pelo Canil, como a transposição de obstáculos e a obediência aos comandos do condutor.

Série COMANDOS ESPECIAIS 1° COE

O COE Comandos e Operações Especiais é uma subunidade (Companhia) do 4º Batalhão de Polícia de Choque da Polícia Militar do Estado de São Paulo, sendo considerada a última linha de ataque em operações especiais da milícia paulista.




A guerrilha iniciada no Brasil na década de 1960, trazida por guerrilheiros de ideologias de esquerda, deflagrou uma onda de seqüestros de embaixadores e diplomatas, cuja a libertação custava a soltura de seus companheiros aprisionados, constantes assaltos a bancos, ataques a sentinelas visando o roubo de armas e incêndios em viaturas.
A partir de 1965 ocorreram no Brasil vários focos de guerrilha, começando pelo Rio Grande do Sul, um foco comandado pelo ex-coronel do Exército Brasileiro, de nome Jefferson Cardim, que na condições de exilado, juntou no exílio outros militares descontentes e com vocação leninista, marxista, dando início a suas ações pelo sul do Brasil, sendo desbaratada pelas forças legais do norte do estado de Santa Catarina.
Na sequência, foi desbaratada outro foco de guerrilha pelas forças legais no Estado de Minas Gerais em 1967, que ficou conhecida como Guerrilha do Caparaó, que após inúmeras falhas dos guerrilheiros, foi considerada “Nati-Morta”. Nesta época, dava-se início também, outro foco guerrilheiro pelo norte do Brasil, na selva amazônica, no estado do Pará, sendo considerada a mais longa e melhor organizada, com apoio de ex-militares, estudantes universitários, políticos e pessoas da região, a qual encerrou-se oficialmente em 1976, quando um grupo de líderes e ex-guerrilheiros faziam o balanço da guerrilha no bairro da Lapa em São Paulo.
Em 1970, no estado de São Paulo, Vale do Ribeira, vinham sendo registradas atividades típicas de insurgência, ações típicas de guerrilha, tendo como chefe o ex-Cap EB Carlos Lamarca e sendo que para lá, foram deslocados contingentes militares reforçados que incluíam, obviamente, homens pertencentes à milícia estadual. Em um dos combates havidos, O Aspirante a Oficial PM Alberto Mendes Junior foi tomado como prisioneiro pelos rebeldes, sendo, depois friamente assassinado.
Podemos considerar este fato - a morte do PM Alberto Mendes Junior - como a célula-máter da criação do COE, em 13 de março de 1970. O fato, dentre outras implicações, evidenciou a necessidade de se constituir uma unidade especializada, no âmbito da Polícia Militar, para desenvolver operações de contra-guerrilha. Foram convocados nesta época, todos os policiais militares que possuíam o Curso Básico de Paraquedista Militar do Exército Brasileiro, ou ex-integrantes das fileiras da até então Brigada Aero-terrestre do Exército Brasileiro, sendo reunidos um número de aproximadamente 300 (trezentos) homens no auditório do QG da Polícia Militar, dos quais após explanação do objetivo, apresentaram-se 103 (cento e três) voluntários, cujo a finalidade foi formar um Pelotão de Operações Especiais (POE).
A iniciativa de formar o POE foi do então Cel PM Altino, Chefe do Estado-Maior da Polícia Militar e do então Cap PM Raimundo Mota Libório, auxiliados pelos 2º Ten PM Getúlio Gracelli e Antonio Augusto de Oliveira.

Após inúmeros testes psicotécnicos e de aptidão física, foram aprovados 33 (trinta e três) voluntários, surgindo, então, o POE, tendo como primeiro comandante o 2º Ten PM Gracelli, cujo quartel era o DPM, no QG. No dia 1º de junho de 1970, o POE, mudou-se para a Rua Sargento Advíncola, 197.
No dia 11 de janeiro de 1971, todo o efetivo foi transferido na condição de adido para o 1º BPChq (Tobias de Aguiar), onde permaneceu, como Pelotão até o dia 19 de março de 1971, pertencendo a 2ª Cia-ROTA, passando a denominar-se COE (Companhia de Operações Especiais, sob o Comando do então Cap PM Albino Carlos Pazzeli). Permanecendo no 1º BPChq até 12 de janeiro de 1976, seu efetivo foi transferido para o 3º BPChq-DPM, passando a integrar a 3ª Cia, denominada CANIL-COE, nas condições de Pelotão, utilizando as instalações do CANIL, retornando em janeiro de 1977, às instalações do antigo prédio onde hoje é a Base COE, por determinação do então Ten Cel PM Cid Benedito Marques, Cmt do 3º BPChq.
A "Companhia de Operações Especiais" passou a denominar-se “ Comandos e Operações Especiais”, em virtude da análise do emprego do COE na Operação de Anti-sequestro do Avião Electra II, da Varig, em 1972, no aeroporto de Congonhas/SP. Esta ação foi considerada uma Ação de Comandos pela 2ª Região Militar do Exército Brasileiro, que concedeu a esta Companhia título de "COMANDOS". Ainda hoje, é a ÚNICA Tropa Policial Brasileira reconhecida como COMANDOS.[carece de fontes?]
Em meados de 1987, o COE separou-se do CANIL, formando a 2ª Cia-COE, do 3º BPChq, tendo como Cmt o Cap PM Oswaldo Santana. Em 1989, o COE, passou à 1ª Cia, do GPOE (Grupamento de Polícia de Operações Especiais) até meados de 1993, sob o Cmdo do então Cap PM QOPM Gerson Gonçalves Branchini, quando ocorre o fim do GPOE e reincorporação ao 3º BPChq na condição de 4ª companhia sob o comando do capitão PM Arivaldo Sergio Salgado.
A partir de 12 de dezembro de 2008, conforme Boletim Geral PMESP nº 236, foi criado o 4°BPCq Operações Especiais, com sede na cidade de São Paulo. Suas subunidades subordinadas são: 1ª Cia - COE, 2ª Cia - GATE e 3ª Cia - Canil Central. A 1ª Cia - COE tem um efetivo de aproximadamente 111 militares e é composta por 4 pelotões operacionais com regime de trabalho de prontidão e 1 pelotão de apoio que se divide em Sargenteação, Manutenção, Almoxarifado e Gabinete de Treinamento.
A 1ª Cia COE, funciona como tropa reserva do Cmt Geral PMESP e tem por missões:


  • Operações Especiais Policiais Militares
  • Busca e captura de marginais homiziados em locais de difícil acesso
  • Busca e resgate de pessoas perdidas em locais inóspitos
  • Repressão a rebeliões graves em estabelecimentos prisionais
  • Ações onde haja reféns, seqüestros, raptos em áreas rurais
  • Apoio a outras Unidades da Corporação ou Forças Armadas
  • Busca e Resgate de pessoas em aeronaves acidentadas em locais de difícil acesso (como por exemplo, o acidente que vitimou o conjunto musical Mamonas Assassinas)
  • Escolta e segurança em Operações de Transporte de Valores (OTV)
  • Patrulhamento e repressão a grupos do crime organizado, em locais de alto risco
  • Apoio ao Corpo de Bombeiros no Resgate e Salvamento em catástrofe em grandes acidentes, tais como, como incêndio dos Edifícios Andraus e Joelma, Grande Avenida, CESP, queda de aeronaves nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos entre outros.
Atualmente, o COE está dimensionado e preparado para a execução de tarefas especiais de caráter policial, predominantemente em áreas rurais. Entretanto, o nascimento da unidade se deu em circunstâncias bem diferentes.


Formação

O COE é composto por Policiais Militares voluntários e selecionados na Corporação que, após concluir o Curso de Comandos e Operações Especiais, ministrado pela própria unidade, passam a integrar os Pelotões de Operações Especiais. O curso abrange as disciplinas de doutrinas de comandos e operações especiais, orientações e navegações, tiro tático, mergulho livre, contra terrorismo, sobrevivência em mata, higiene, profilaxia e pronto socorrismo, técnicas não letais de intervenção policial, técnicas policiais em altura; explosivos; natação utilitária, técnicas de contra guerrilha urbana e rural; equipamentos e materiais de comandos e operações especiais e técnicas e táticas de comandos e operações especiais. Durante o curso os alunos são submetidos a situações de superação, próximas da realidade onde a tropa deverá operar, testando a sua rusticidade diante de obstáculos como o tempo, sono, fome, desgaste físico e mental, ferimentos, etc.


A Missão

Também é capaz de orientar e proteger a vida humana, a natureza, preservando a ecologia nas áreas de selva ou floresta, sempre superando as deficiências com denodo, criatividade, desprendimento, humildade e esforço no bem cumprir da sua missão, seguindo a premissa: "Com o Sacrifício da Própria Vida"; se assim, necessário for.

O NARCOTRÁFICO É UMA REALIDADE INFERNAL E AINDA ATUAL.

Narcotráfico Mata 12 Policiais Federais e deixa varios gravemente feridos no México

IGNOREM E PROTEJAM BEM OS BANDIDOS SEUS DEFENSORES E ADORADORES E 


VEJAM O QUE ACONTECE.

Não estamos distantes de acontecer esse descalabro em nossos Estados e País!



Comboio com 10 viaturas e 40 agentes da Polícia Federal Mexicana foi emboscado 

segunda-feira em uma estrada a 146 quilômetros da capital Mexicana; As viaturas foram 

fechados por dois ônibus e os policiais encurralados e atingidos por rajadas de


metralhadoras e fuzil, pelo menos 12 policiais morreram e 28 ficaram gravemente 


feridos.









LAMARCA, TRAIDOR DA NAÇÃO !


Carlos Lamarca (Rio de Janeiro, 23 de outubro de 1937 — Pintada, 17 de setembro de 1971) foi um dos líderes da oposição armada à ditadura militar brasileira instalada no país em 1964.
Capitão do Exército Brasileiro, desertou em 1969 tornando-se um dos comandantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), organização daguerrilha armada de extrema-esquerda que combatia o regime. Elevado à condição de ícone revolucionário do socialismo e da esquerda brasileira,1foi condenado pelo regime militar como traidor e desertor e considerado seu principal inimigo.2 Caçado pelas forças de segurança por todo o país, ele comandou diversos assaltos a bancos, montou um foco guerrilheiro na região do Vale do Ribeira, sul do estado de São Paulo e liderou o grupo que sequestrou o embaixador suíço Giovanni Bucher no Rio de Janeiro, em 1970, em troca da libertação de 70 presos políticos.
Perseguido por mais de dois anos pelos militares, foi localizado e morto no interior da Bahia em 17 de setembro de 1971. Trinta e seis anos após sua morte, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça sob supervisão do Ministro da Justiça Tarso Genro, dedicou sua sessão inaugural a promovê-lo a coronel do Exército e a reconhecer a condição de perseguidos políticos de sua viúva e filhos.



Carreira militar
Lamarca, em 1968, ainda no exército, dando treinamento de tiro para funcionárias do Bradesco.
Deserção e clandestinidade

Filho de pai sapateiro e mãe dona de casa, ele viveu até os 17 anos no Morro de São Carlos, no Estácio, no Rio de Janeiro, um entre sete irmãos. Fez o curso primário na Escola Canadá e o ginasial no Instituto Arcoverde.4 Em 1955, ingressa na Escola Preparatória de Cadetes, em Porto Alegre, e dois anos depois é transferido para a Academia Militar das Agulhas Negras, emResende (RJ), onde forma-se como aspirante a oficial em 1960, 46º colocado entre os 57 alunos da turma.5 Seu primeiro posto é no 4º Regimento de Infantaria, em Quitaúna, Osasco, São Paulo.6 Magro, 1,70 m, olhos escuros, desde cedo destacou-se como exímio atirador, sendo o melhor de seu regimento, representando o II Exército num torneio de tiro em Recife.7 No mesmo ano, ele tem seu primeiro filho, César, de seu casamento no ano anterior com Maria Pavan, sua irmã de criação.
Em 1962, integrou o Batalhão Suez, nas Forças de Paz da ONU na região de Gaza, Palestina, onde serviu na 7ª Companhia sob as ordens do major Alcio Costa e Silva, filho do futuropresidente da República7 e de onde retornou dezoito meses mais tarde, com as primeiras ideias socialistas, graças à pobreza que testemunhou no local e ao começo da leitura de clássicos marxistas.8 Numa carta a amigos, afirmou que se fosse preciso entrar em combate, entraria ao lado dos árabes, impressionado com a realidade deste povo na região, que considerava cruel.9De volta ao Brasil em 1963, estava servindo à 6ª Companhia de Polícia do Exército, em Porto Alegre, quando ocorreu o golpe militar de 1964.6 Em dezembro do mesmo ano, ainda servindo nosul, deu fuga a um capitão brizolista que estava sob sua guarda.10
Retornando a Quitaúna em 1965, transferido a pedido de Porto Alegre, foi promovido ao posto de capitão em 1967. Lá ele reencontra Darcy Rodrigues, um antigo companheiro, sargento do exército preso em 1964 mas que havia sido reintegrado à força. Darcy era o homem que fazia o trabalho de convencimento político no quartel e com ele Lamarca começou a tomar contato com as obras de Lenin e Mao Zedong.11 Até então, Lamarca não tinha qualquer militância registrada em partidos de esquerda organizados.12 A partir deste ano, iniciou contatos com facções que defendiam a luta armada para derrubar o governo militar e implantar um regime socialista no país. Disposto a desertar e juntar-se à guerrilha, Lamarca começou a organizar uma célula comunista dentro do 4º Regimento, que incluía o sargento, um cabo e um soldado. Em setembro de 1968, ele conseguiu encontrar-se com o líder doPCdoB, Carlos Marighella, que ajudou-o a colocar sua mulher e seus filhos fora do Brasil - foram viver em Cuba - como salvaguarda da família para o que pretendia fazer.10 No mesmo ano, ironicamente, enquanto amadurecia suas ideias de socialismo e deserção, Lamarca atuava como instrutor de tiro para caixas de banco do Bradesco, por indicação do exército, treinando funcionárias do estabelecimento bancário para enfrentar os assaltos que então eram constantemente praticados pelas organizações de esquerda.10
Desde dezembro, logo após a instituição do AI-5, Lamarca mantinha contatos com Onofre Pinto, ex-sargento que com ele comandaria a VPR e responsável por diversas operações de guerrilha urbana realizadas em 1968, com a intenção de criarem um futuro foco de guerrilha rural estabelecida no estado do Pará.10
O plano imediato era que Lamarca e seus companheiros de farda desertariam em 26 de janeiro, levando do 4º Regimento cerca de 560 fuzis, muita munição e dois obuses. A VPR então criaria um clima de guerra civil no país, bombardeando o Palácio dos Bandeirantes, a Academia de Polícia e o QG do II Exército, tomando também a torre de comunicação do Campo de Marte. O plano entretanto, foi frustrado pelo acaso. Três dias antes da data marcada, o caminhão pintado com as cores do exército, que seria usado para a retirada das armas, foi descoberto numachácara em Itapecerica da Serra 13 , perto de São Paulo, enquanto sua pintura era terminada, porque um menino das redondezas que se acercou do local foi maltratado pelos pintores e reclamou com o pai que chamou a polícia. Três integrantes da VPR, ex-militares, foram presos, se passando por contrabandistas.14
O fato acabou com o fator surpresa esperado e obrigou a ação a ser antecipada. Em 24 de janeiro de 1969, acompanhado do sargento Darcy, do cabo José Mariani e do soldado Roberto Zanirato, ele fugiu do 4º Regimento de Infantaria de Quitaúna numa Kombi, levando consigo 63 fuzis FAL, três metralhadoras leves e alguma munição, bem menos que o pretendido.15 Lamarca deixava as Forças Armadas e entrava na clandestinidade, na qual viveria até sua morte.